Sociedade, Cultura e Educação
Conteúdo voltado à promoção de discussões entorno de temas com cunho sociocultural, filosófico e educacional.
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Quando se fala de Educação em Direitos Humanos nos remetemos à formação de uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e ...
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Gostaria, inicialmente, de conversar um pouco sobre um assunto que hoje está em pauta na mídia, porém que há tempos preocupa quem lida diret...
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Projeto de Lei tramita na Câmara Federal
Os níveis de violência no ambiente escolar estão dia após dia crescendo de forma avassaladora ultrapassando os "muros da escola" e ganhando espaço nas discussões midiáticas, fazendo-nos refletir entorno das atitudes a serem tomadas para que tal quadro possa se reverter em nossa sociedade. A notícia que segue nos mostra que o tema chegou ao Congresso Nacional tramitando sob o Projeto de Lei nº. 267/11. Recebi um e-mail falando do mesmo e fui pesquisar a veracidade da informação e... é real! Leiam, por favor e tirem suas próprias conclusões a respeito.
Projeto estabelece deveres para estudante que desrespeitar professor
15/04/2011
A Câmara analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece deveres para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.
Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.
A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
Origem da Notícia: http://www.cidaborghetti.com.br/noticias.php?id=47
Publicado em: 19/04/2011 às 11:34 Atualizado em: 11/05/2011 às 10:41
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Violência na escola
É de impressionar o quadro de que tive notícia nesta quinta-feira, dia 7/4/11. Um homem desequilibrado adentra uma escola em Realengo, RJ, e dispara contra os alunos em sala de aula e, quando interceptado, se suicida. Foram ao menos 60 cápsulas deflagradas na direção de pessoas indefesas. Até o momento foram 12 mortos e 13 feridos, a maioria atingida foram meninas entre 12 e 14 anos de idade. Segundo os relatos, Wellington (o atirador) era uma pessoa muito introspectiva, não tinha amigos, nunca teve uma namorada, nunca saia de casa e ninguém se deu conta de que esse comportamento dava indícios da sua doença, pois está claro que só uma pessoa doente mental tomaria uma atitude como essa. Meu questionamento é: o que leva uma pessoa a cometer tal atrocidade? O que se pretende fazer para evitar que a situação se repita no futuro? Qual será a atitude das autoridades em relação à prevenção de fatos como esse? Como nós educadores podemos intervir na prevenção de atos como o descrito?
Muito se especula, mas há indícios de que o atirador no período em que estudou naquela escola, sofria bullying. Teria sido esse o estopim para o surto de Wellington?
Temos que refletir se estamos atentos aos que nos rodeiam. Temos que olhar e VER o outro... Temos que VER!
Muito se especula, mas há indícios de que o atirador no período em que estudou naquela escola, sofria bullying. Teria sido esse o estopim para o surto de Wellington?
Temos que refletir se estamos atentos aos que nos rodeiam. Temos que olhar e VER o outro... Temos que VER!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Formando cidadãos
Quando se fala de Educação em Direitos Humanos nos remetemos à formação de uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e da vivência de valores tais como:
- liberdade,
- justiça,
- igualdade,
- solidariedade,
- cooperação,
- tolerância,
- paz.
Logo, a formação desta cultura implica em criar, influenciar, compartilhar e consolidar mentalidades, costumes, atitudes, hábitos e comportamentos decorrentes dos valores essenciais citados anteriormente. Valores esse que devem se transformar em práticas. Estamos falando em mudança de "cultura" no que tange aos 'pré conceitos' que se cristalizam socialmente.
Os direitos humanos são fundamentais porque são indispensáveis a vida com dignidade. Portanto precisam ser exaustivamente trabalhados no ambiente educativo escolar e familiar. Precisamos interiorizar que a dignidade é inerente a todo ser humano não importando a situação socioeconômica, a opção sexual, a raça ou o credo e, para que possamos educar nossos alunos nesse sentido, se faz necessário primeiro despir-mo-nos das nossas amarras. A interação com a família nesse caso é essencial, mesmo que de forma indireta, pois sabemos a dificuldade que enfrentamos para trazer a família e convencê-los a firmar parcerias com a escola. Mas o que um professor não consegue? Rompemos barreiras diariamente para realizar nosso trabalho e, na maioria das vezes, saímos vencedores.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Escola e violência
A violência é um problema social presente nas ações dentro das unidades escolares que se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Sendo a escola um lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, alunos, professores ou demais funcionários, como então, explicar a ocorrência de agressões físicas e/ou morais nesse meio?
Contraditório, não?
O fato se explica baseado no que vivenciamos diariamente em nossas escolas:
· ações coercitivas, representadas pelo poder e autoritarismo dos professores, coordenação e direção, numa escala hierárquica, estando os alunos no meio dos conflitos profissionais que acabam por refletir dentro da sala de aula;
· desentendimentos entre vizinhos ou grupos “extramuros da escola” que afetam a convivência entre os alunos;
· conflitos graves envolvendo pais e componentes do corpo profissional da escola etc.
Convivemos, ainda, com a violência estampada nas ruas das cidades, com a violência doméstica, os latrocínios, contrabandos, crimes de colarinho branco, entre outros, que tem levado nossos jovens a perder a crença em uma sociedade justa e igualitária, que seja capaz de promover o desenvolvimento social em condições de igualdade para todos. É bem provável que isto tende a torná-los violentos a partir dos modelos sociais mencionados.
Entendo que as relações do dia-a-dia no ambiente escolar deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração entre as pessoas com o propósito de atingir os objetivos contidos no projeto político pedagógico da instituição. Para tal faz-se necessário que o PPP respalde e favoreça o trabalho voltado para os Direitos Humanos.
Levar o tema violência e Direitos Humanos para a sala de aula desde as séries iniciais é um meio de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas dando oportunidade aos alunos e professores de vivenciarem momentos de reflexão que auxiliarão no desenvolvimento de habilidades que resultarão em atitudes éticas de respeito ao próximo culminando na tão sonhada transformação social.
Recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros podem ser utilizados com fins de levantar discussões entorno do tema numa possível forma de fazê-los refletir promovendo um ambiente de respeito mútuo considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem estar envolvidos e engajados nessa ação para que ela não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos, pois a credibilidade e a confiança são os melhores meios de sinalizar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Bullying
É um problema a ser enfrentado que se caracteriza por atitudes agressivas intencionais e repetidas ocorrendo sem ou com motivação banal, adotada por um ou mais estudantes contra outro(s). Tais ações são executadas dentro de uma relação desigual de poder e resistência, intimidando a vítima e desencadeando os mais variados tipos de sentimentos desagradáveis ao ser humano dentre os quais dor, angústia e medo. As vítimas de intimidação e chantagem recorrentes dobullyingnormalmente são alunos sem defesas, incapazes de mobilizarem responsáveis e professores para que ajam em sua defesa sofrendo calados com os abusos sofridos.
Forma mais comum de bullying entre meninas é a violência psicológica e moral que se caracteriza por irritar, humilhar, ridicularizar, excluir,isolar, ignorar, desprezar, discriminar, aterrorizar, ameaçar, chantagear, perseguir, intimidar, dominar, difamar, fazer fofocas, passar desenhos e bilhetes de caráter ofensivo entre os colegas. Outras formas de bullying são: verbal (ofender, xingar, fazer piadas ofensivas, colocar apelidos pejorativos, insultar), físico e material (bater, chutar, beliscar, ferir, atirar objetos contra a vítima, roubar, furtar ou destruir pertences da vítima), sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar) e a forma mais recente que é a virtual ou ciberbullying (utilização da internet para criar comunidades em redes sociais edivulgar vídeos ofensivos com o propósito de denegrir a imagem da vítima, fazer ameaças etc.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Violência Doméstica
A imagem acima explorada à exaustão no desenho animado "Os Simpsons" mostra uma cena de violência de um pai em relação a seu filho. Pesquisadores do comportamento humano afirmam que pessoas que vivenciam situações de violência doméstica geralmente reagem de duas maneiras:
- tendem a desenvolver um comportamento introspectivo fazendo o possível para não serem notados, demonstrando uma "timidez" que na verdade dissimula seu sentimento de desproteção e medo;
- tendem a reproduzir no seu dia a dia as agressões sofridas em casa tornando-se intimidadores na escola.
Os dois comportamentos nos remetem às vítimas e aos bullies respectivamente, não querendo no entanto generalizar afirmando que a origem do Bullying se pauta unicamente na situação descrita, mas creio que cabe uma análise cuidadosa.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Educação para os Direitos Humanos
Entendemos que no trabalho educativo com nossos alunos precisamos priorizar o desenvolvimento de habilidades e competências voltadas à aprendizagem entorno:
- da dignidade, inerente a todas as pessoas,
- dos princípios (universalidade, indivisibilidade, interdependência),
- de como os Direitos Humanos promovem a paz,
- da História e desenvolvimento dos Direitos Humanos,
- do Direito Internacional,
- das violações de Direitos Humanos (genocídio, tortura, violência contra as mulheres etc).
Contribuindo para a construção de valores e atitudes que incluem:
- Fomentar o respeito pelos outros, a auto-estima e a esperança,
- Compreender a natureza da dignidade,
- Fomentar empatia e solidariedade com aqueles que sofrem violações de Direitos Humanos,
- Perceber a dimensão dos Direitos Humanos em questões econômicas, civis, políticas, culturais,
- Valorizar a não-violência e acreditar que a cooperação é melhor do que o conflito.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (Versão abreviada)
Artigo 1.º
Liberdade e igualdade de todos os seres humanos
Artigo 2.º
Não discriminação
Artigo 3.º
Direito à vida, liberdade e segurança pessoal
Artigo 4.º
Proibição de escravatura
Artigo 5.º
Proibição de tortura e tratamento degradante
Artigo 6.º
Direito à personalidade jurídica
Artigo 7.º
Direito à igualdade perante a lei
Artigo 8.º
Direito a recurso efetivo perante jurisdições nacionais
Artigo 9.º
Proibição de prisão, detenção e exílio arbitrários
Artigo 10.º
Direito a ser julgado em público num tribunal independente
Artigo 11.º
Direito a ser considerado inocente até prova em contrário
Artigo 12.º
Direito à vida privada, familiar e proteção da correspondência
Artigo 13.º
Direito a circular livremente no país e de sair e entrar em qualquer país
Artigo 14.º
Direito de requerer e receber asilo
Artigo 15.º
Direito à nacionalidade
Artigo 16.º
Direito de casar e de constituir família
Artigo 17.º
Direito à propriedade
Artigo 18.º
Liberdade de pensamento, consciência e religião
Artigo 19.º
Liberdade de expressão, opinião e informação
Artigo 20.º
Liberdade de reunião e associação pacíficas
Artigo 21.º
Direito de participar nos assuntos públicos do seu país e em eleições livres através do voto secreto
Artigo 22.º
Direito à segurança social
Artigo 23.º
Direito ao trabalho, a remuneração suficiente favorável e a aderir a sindicatos
Artigo 24.º
Direito ao repouso e ao lazer
Artigo 25.º
Direito a um nível de vida adequado
Artigo 26.º
Direito à educação
Artigo 27.º
Direito de participar na vida cultural da comunidade
Artigo 28.º
Direito a uma ordem social para a plena aplicação dos direitos aqui enunciados
Artigo 29.º
Deveres dos indivíduos para com a comunidade
Artigo 30.º
Nenhum indivíduo ou Estado pode atentar contra os direitos e liberdades acima mencionados
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