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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Escola e violência

A violência é um problema social presente nas ações dentro das unidades escolares que se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Sendo a escola um lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, alunos, professores ou demais funcionários, como então, explicar a ocorrência de agressões físicas e/ou morais nesse meio?
Contraditório, não?
O fato se explica baseado no que vivenciamos diariamente em nossas escolas:
·         ações coercitivas, representadas pelo poder e autoritarismo dos professores, coordenação e direção, numa escala hierárquica, estando os alunos no meio dos conflitos profissionais que acabam por refletir dentro da sala de aula;
·         desentendimentos entre vizinhos ou grupos “extramuros da escola” que afetam a convivência entre os alunos;
·         conflitos graves envolvendo pais e componentes do corpo profissional da escola etc.
Convivemos, ainda, com a violência estampada nas ruas das cidades, com a violência doméstica, os latrocínios, contrabandos, crimes de colarinho branco, entre outros, que tem levado nossos jovens a perder a crença em uma sociedade justa e igualitária, que seja capaz de promover o desenvolvimento social em condições de igualdade para todos. É bem provável que isto tende a torná-los violentos a partir dos modelos sociais mencionados.
Entendo que as relações do dia-a-dia no ambiente escolar deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração entre as pessoas com o propósito de atingir os objetivos contidos no projeto político pedagógico da instituição. Para tal faz-se necessário que o PPP respalde e favoreça o trabalho voltado para os Direitos Humanos.
Levar o tema violência e Direitos Humanos para a sala de aula desde as séries iniciais é um meio de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas dando oportunidade aos alunos e professores de vivenciarem momentos de reflexão que auxiliarão no desenvolvimento de habilidades que resultarão em atitudes éticas de respeito ao próximo culminando na tão sonhada transformação social.
Recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros podem ser utilizados com fins de levantar discussões entorno do tema numa possível forma de fazê-los refletir promovendo um ambiente de respeito mútuo considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem estar envolvidos e engajados nessa ação para que ela não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos, pois a credibilidade e a confiança são os melhores meios de sinalizar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Bullying

É um problema a ser enfrentado que se caracteriza por atitudes agressivas intencionais e repetidas ocorrendo sem ou com motivação banal, adotada por um ou mais estudantes contra outro(s). Tais ações são executadas dentro de uma relação desigual de poder e resistência, intimidando a vítima e desencadeando os mais variados tipos de sentimentos desagradáveis ao ser humano dentre os quais dor, angústia e medo. As vítimas de intimidação e chantagem recorrentes dobullyingnormalmente são alunos sem defesas, incapazes de mobilizarem responsáveis e professores para que ajam em sua defesa sofrendo calados com os abusos sofridos.
Forma mais comum de bullying entre meninas é a violência psicológica e moral que se caracteriza por irritar, humilhar, ridicularizar, excluir,isolar, ignorar, desprezar, discriminar, aterrorizar, ameaçar, chantagear, perseguir, intimidar, dominar, difamar, fazer fofocas, passar desenhos e bilhetes de caráter ofensivo entre os colegas. Outras formas de bullying são: verbal (ofender, xingar, fazer piadas ofensivas, colocar apelidos pejorativos, insultar), físico e material (bater, chutar, beliscar, ferir, atirar objetos contra a vítima, roubar, furtar ou destruir pertences da vítima), sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar) e a forma mais recente que é a virtual ou ciberbullying (utilização da internet para criar comunidades em redes sociais edivulgar vídeos ofensivos com o propósito de denegrir a imagem da vítima, fazer ameaças etc.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Violência Doméstica

A imagem acima explorada à exaustão no desenho animado "Os Simpsons" mostra uma cena de violência de um pai em relação a seu filho.  Pesquisadores do comportamento humano afirmam que pessoas que vivenciam situações de violência doméstica geralmente reagem de duas maneiras:
  1. tendem a desenvolver um comportamento introspectivo fazendo o possível para não serem notados, demonstrando uma "timidez" que na verdade dissimula seu sentimento de desproteção e medo;
  2. tendem a reproduzir no seu dia a dia as agressões sofridas em casa tornando-se intimidadores na escola.
     Os dois comportamentos nos remetem às vítimas e aos bullies respectivamente, não querendo no entanto generalizar afirmando que a origem do Bullying se pauta unicamente na situação descrita, mas creio que cabe uma análise cuidadosa.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Educação para os Direitos Humanos

Entendemos que no trabalho educativo com nossos alunos precisamos priorizar o desenvolvimento de habilidades e competências voltadas à aprendizagem entorno:
  •  da dignidade, inerente a todas as pessoas,
  •  dos princípios (universalidade, indivisibilidade, interdependência),
  •  de como os Direitos Humanos promovem a paz,
  •  da História e desenvolvimento dos Direitos Humanos,
  •  do Direito Internacional,
  •  das violações de Direitos Humanos (genocídio, tortura, violência contra as mulheres etc).

Contribuindo para a construção de valores e atitudes que incluem:
  •  Fomentar o respeito pelos outros, a auto-estima e a esperança,
  •  Compreender a natureza da dignidade,
  •  Fomentar empatia e solidariedade com aqueles que sofrem violações de Direitos Humanos,
  •  Perceber a dimensão dos Direitos Humanos em questões econômicas, civis, políticas, culturais,
  •  Valorizar a não-violência e acreditar que a cooperação é melhor do que o conflito.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (Versão abreviada)

Artigo 1.º
Liberdade e igualdade de todos os seres humanos
Artigo 2.º
Não discriminação
Artigo 3.º
Direito à vida, liberdade e segurança pessoal
Artigo 4.º
Proibição de escravatura
Artigo 5.º
Proibição de tortura e tratamento degradante
Artigo 6.º
Direito à personalidade jurídica
Artigo 7.º
Direito à igualdade perante a lei
Artigo 8.º
Direito a recurso efetivo perante jurisdições nacionais
Artigo 9.º
Proibição de prisão, detenção e exílio arbitrários
Artigo 10.º
Direito a ser julgado em público num tribunal independente
Artigo 11.º
Direito a ser considerado inocente até prova em contrário
Artigo 12.º
Direito à vida privada, familiar e proteção da correspondência
Artigo 13.º
Direito a circular livremente no país e de sair e entrar em qualquer país
Artigo 14.º
Direito de requerer e receber asilo
Artigo 15.º
Direito à nacionalidade
Artigo 16.º
Direito de casar e de constituir família 
Artigo 17.º
Direito à propriedade
Artigo 18.º
Liberdade de pensamento, consciência e religião
Artigo 19.º
Liberdade de expressão, opinião e informação
Artigo 20.º
Liberdade de reunião e associação pacíficas
Artigo 21.º
Direito de participar nos assuntos públicos do seu país e em eleições livres através do voto secreto
Artigo 22.º
Direito à segurança social
Artigo 23.º
Direito ao trabalho, a remuneração suficiente favorável e a aderir a sindicatos
Artigo 24.º
Direito ao repouso e ao lazer
Artigo 25.º
Direito a um nível de vida adequado
Artigo 26.º
Direito à educação
Artigo 27.º
Direito de participar na vida cultural da comunidade
Artigo 28.º
Direito a uma ordem social para a plena aplicação dos direitos aqui enunciados
Artigo 29.º
Deveres dos indivíduos para com a comunidade
Artigo 30.º
Nenhum indivíduo ou Estado pode atentar contra os direitos e liberdades acima mencionados

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que fazer para combater o Bullying?

Esse é um questionamento que nós professores fazemos o tempo todo. Como garantir aos nossos alunos condições para o bom desempenho escolar? Como interagir com as vítimas e com os agressores?
Entendemos que há de se instalar na escola um ambiente de diálogo constante não apenas com os envolvidos, mas com toda a comunidade escolar de maneira a garantir um espaço de troca de experiências onde cada um possa expressar-se canalizando sua agressividade  e/ou descontentamento. A prática de esportes e as expressões artísticas podem ser consideradas de grande ajuda nesses casos pois promovem o respeito a regras desenvolvendo atitudes éticas, aumentando a autoestima e disciplinando os alunos  fazendo-os refletir entorno de suas ações.